Habitar o instante: Um carnaval para chamar de seu.
Essa experiência textual nasce do encontro de múltiplos fluxos (bem carnavalesco) — ideias, memórias, leituras, músicas e vivências que foram correndo paralelamente até se cruzarem. Entre todos, destacou-se a ideia sobre o ócio responsivo (que gera pertencimento, valor, estímulo) — sobre o espaço-tempo — e sobre como certos recortes dentro dos espaços podem agir como refúgios regeneradores. Lugares-instantes onde a vida se recompõe. Há, nisso, um chamado silencioso: o de instituirmos pausas. De criarmos territórios de atenção e cuidado. Esses santuários podem ser simples e íntimos — o quarto onde o mundo desacelera, a caminhada com fones de ouvido que transforma a rua em trilha interior, a conversa com alguém em profunda troca subjetiva, o jardim onde olhar e tocar se tornam diálogo, a dança em que o corpo descobre novas formas de existir. No fundo, trata-se de aprender a habitar o tempo dentro do espaço — não como quem passa, mas como quem presencia. Porque ...



